Rinomodelação: como realizar esse procedimento com segurança

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A bioplastia nasal, ou rinomodelação, tem como objetivo preencher a região do nariz. Ela corrige contornos, ângulos e, principalmente, aqueles famosos “carocinhos” que tanto incomodam os pacientes. É uma técnica menos invasiva para modelar o nariz, uma opção para quem quer evitar a rinoplastia.

Contudo, o nariz é uma área delicada de se intervir, por causa da sua alta vascularização. Ele se conecta a importantes anastomoses, tornando os procedimentos que utilizam injeções um pouco mais perigosos ao paciente. Ou seja, aumentam a probabilidade de intercorrências graves.

Por isso é importante se aprofundar no assunto, conhecer as particularidades do procedimento, para oferecer o mínimo de risco possível e o melhor resultado ao paciente.

Então, para você se sentir mais seguro e preparado, nós reunimos 5 pontos que você deve prestar atenção antes de realizar uma rinomodelação.

Boa leitura!

1- Diagnóstico

Você sabe identificar o nariz de cada paciente? Isso é fundamental para obter um diagnóstico correto. Por isso, você precisa fazer certas perguntas. Por exemplo: Por que essa estrutura possui tal alteração? O ângulo nasolabial está adequado? E o sulco nasolabial, possui perda volumétrica?

Essas perguntinhas devem fazer parte do seu protocolo de avaliação. Você precisa ter em mente o motivo pelo qual aquele paciente precisa e deseja esse procedimento. Com essas respostas, você proporcionará uma rinomodelação que agrade o paciente, evitando erros clínicos e estéticos.

2- Planejamento

Depois de concluir o diagnóstico é hora de planejar o tratamento para alinhar tudo que será feito, desde a técnica até a quantidade e densidades dos géis de preenchimento. Se for necessário iniciar o protocolo com outro procedimento, ele também deve constar no planejamento.

Feito isso, é obrigação do profissional de Harmonização Orofacial (HOF) explicar para o paciente todas as etapas do tratamento. Além disso, deve orientar em relação aos cuidados do pré e pós-procedimento. Essas orientações não podem ser deixadas de lado, já que podem ser decisivas para o sucesso da rinomodelação.

3- Anestesia

Não são todos os procedimentos que necessitam de bloqueio anestésico. Contudo, esse não é o caso da bioplastia nasal, já que é uma região bem vascularizada, ou seja, é muito sensível à dor.

O medicamento com vasoconstritor é benéfico para essa área, porque diminui o sangramento e fornece ao profissional um maior tempo clínico para realizar a técnica.

No mercado existem diversas marcas de géis preenchedores que já contém lidocaína na sua composição. Mas dependendo do caso, pode ser necessário acrescentar mais algum bloqueio na região. Assim sendo, para promover mais conforto ao paciente, você pode utilizar a pomada anestésica para evitar a dor de punção.

4- Técnica e Aplicação

Além de escolher a técnica correta e aplicá-la corretamente, o profissional de HOF precisa se atentar aos limites de aplicação, ou seja, à quantidade de material injetado. Quando a região necessitar de mais material, você não pode simplesmente fazer mais aplicações, você precisa realizar mais sessões.

Se você não fizer isso, e simplesmente aplicar mais produto na mesma sessão, pode acabar causando o acúmulo de produto no local, provocando uma intercorrência grave.

Enfim, como é feita a riomodelação? Com a aplicação na espinha nasal anterior, em bólus, já é possível reestruturar o ângulo nasolabial e promover uma grande melhora do caso. A região de dorso e columela podem ser preenchidos com retroinjeções.

A ponta do nariz é uma área de risco elevado, devido às arteríolas presentes na região. Por isso é essencial que o profissional tenha pleno conhecimento anatômico, saiba escolher e realizar a técnica e calcule corretamente as aplicações.

5- Orientações pós-procedimento

A comunicação entre profissional e paciente deve ser clara, o paciente precisa sair do consultório ciente dos cuidados que precisam ser tomados.

Por isso, separamos 3 orientações essenciais que devem ser passadas a todos os pacientes:

  1. Não utilizar óculos nos primeiros dias, até o gel se estabilizar na região.
  2. Se houver equimose, utilizar Reparil Gil 3 vezes ao dia, com compressas de água morna após 24 horas do procedimento.
  3. Manter o curativo de 3 a 5 dias após o tratamento.

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Equipe SHOF
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