Rugas periorbitárias: como definir o melhor tratamento

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As rugas periorbitárias, ou periorbitais, são aqueles famosos pés de galinha que surgem com o envelhecimento. Por estarem bem na região dos olhos, são uma das principais queixas dos pacientes mais velhos. Essas rítides, que são dobras de pele, podem surgir por causa da contração frequente do músculo orbicular, que fica na região dos olhos. Mas também são associadas ao envelhecimento precoce, causado por uma alta exposição solar.

Há vários motivos que podem estimular o aparecimento delas. Por isso, você precisa identificar a causa antes de iniciar o planejamento, para corrigir o problema corretamente. Afinal, a pele de cada paciente apresenta características diferentes. Por isso, você deve avaliar individualmente a profundidade da ruga e o grau de hipercromia periorbital (olheiras) em cada caso.

Caso você não saiba, a hipercromia é o excesso de pigmentação na pele. Então, dependendo da escolha do produto e da técnica, as olheiras podem aparentar ser maiores. Mas apenas porque ficaram em evidência, a pigmentação continua a mesma.

Enfim, nesse artigo vamos mostrar a você que para definir o tratamento ideal das rugas periorbitárias precisa levar alguns fatores em consideração. Continue lendo para ver quais são!

Anamnese digital do paciente

A anamnese é primordial para conhecer seu paciente! Por meio dela é possível estabelecer o diagnóstico e definir a abordagem terapêutica mais adequada. Nela, além da identificação do paciente e da queixa principal, deve conter perguntas referentes ao histórico geral de saúde, condições sistêmicas e hábitos de vida. É assim que você vai descobrir como as rugas periorbitárias se formam.

A ficha de anamnese pode ser feita tanto no início do atendimento quanto após o procedimento. Preferencialmente de forma digital, para não correr o risco de perdê-la ou danificá-la. Dessa forma, o profissional de HOF pode utilizá-la para avaliar a recuperação do paciente e se certificar de que ele está seguindo todas as orientações necessárias.

Lembrando que esse é apenas um dos documentos que seu prontuário de HOF deve ter. Eles servem para você se proteger juridicamente contra qualquer eventual processo que possa acontecer. Se você tem posse desses documentos, realizou corretamente o tratamento, explicou detalhadamente tudo sobre o procedimento e teve o consentimento do paciente, então não terá nada com o que se preocupar.

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Registro Fotográfico das rugas periorbitárias

Todo procedimento que você realizar, deve ter como parte do protocolo de atendimento o registro fotográfico do paciente. Você deve guardá-lo no prontuário de HOF, assim como os outros documentos. As fotos devem ser referentes às condições de antes e depois do procedimento.

Esse registro não serve apenas para você montar um portfólio com cases de sucesso, mas também para fazer parte do seu protocolo de segurança jurídica. Sim, você pode utilizar essas fotos para mostrar a outros pacientes, contudo, só podem ser utilizadas com o consentimento do paciente, não se esqueça disso!

Agora que você já entendeu a importância do registro fotográfico, vamos te explicar como as fotos devem ser tiradas. Sim, há uma maneira adequada de fazer isso para que você consiga realizar, posteriormente, uma análise facial correta. Então, confira abaixo as orientações que preparamos para você:

  • O paciente deve estar sentado e posicionado de forma ereta, com a cabeça reta, mantendo o olhar para frente;
  • O cabelo não pode cobrir o rosto, para que seja possível localizar as estruturas posteriores da face;
  • O profissional deve estar a um metro e meio (1,5m) de distância do paciente;
  • A lente da câmera deve estar limpa e você não pode utilizar nenhum tipo de filtro para não distorcer as imagens;
  • O paciente deve realizar algumas expressões, como de susto, surpresa, alegria e tristeza, para cada foto, para que você consiga analisar cada detalhe da face.

Análise facial digital

Cada paciente possui particularidades que influenciam no planejamento e, consequentemente, na tomadas de decisão do tratamento. Por isso, é essencial que você faça uma análise facial precisa. Para obter as medições faciais, você deve analisar algumas estruturas, como o posicionamento dos coxins adiposos e do arco zigomático, o grau de flacidez e a desidratação da pele, entre outros.

Com esses dados será possível definir o procedimento da forma mais adequada para cada paciente. Você pode encontrar métodos e técnicas para realizar essa análise na literatura. Mas para garantir que ela seja confiável, você pode contar com a ajudar de tecnologia. Afinal, marcações feitas com papel e caneta oferecem uma margem de erro grande.

Vale lembrar que há 3 classificações de rugas periorbitárias. Você pode ler um artigo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que fala sobre isso aqui.

Então, é preferível que você utilize um sistema de marcação de pontos digital, que faça isso de forma precisa e automática. Mas, claro, que possibilite que você realize os ajustes conforme a necessidade de cada paciente.

Enfim, com as informações da anamnese e da análise facial, você vai descobrir porque e como as rugas periorbitárias se formaram. Como dissemos no início do artigo, há vários motivos para elas surgiram. Pode ser pelo fotoenvelhecimento, perda de estruturas adiposas, baixa produção de colágeno, alta atividade muscular, entre outros.

Com esse conhecimento, você conseguirá montar o diagnóstico completo do seu paciente e o planejamento mais adequado para suas necessidades.

Como tratar as rugas periorbitárias?

O que você indicaria para o tratamento de rugas periorbitais: Toxina Botulínica ou Ácido Hialurônico? No diagnóstico, o profissional de HOF pode perceber que o tratamento pode ocorrer com os dois produtos.

Quando as rugas periorbitárias se formam por uma atividade muscular intensa, o “Botox” deve ser aplicado na região lateral de órbita, com pequenas aplicações na região da pálpebra inferior. Já as rugas estáticas da região podem ser tratadas com Ácido Hialurônico de média densidade.

A técnica anestésica pode ser a infraorbitária, que bloqueia o nervo infraorbital, que passa pela região da pálpebra inferior. Caso o paciente tenha sensibilidade baixa à dor, o profissional de HOF não precisa anestesiar o local.

Inclusive, é bom lembrar que a anestesia pode gerar um inchaço na região, ou seja, um falso preenchimento. Se o profissional tiver pouca experiência, irá aplicar menos produto do que deveria, por pensar que o inchaço é da aplicação do fármaco. Por isso, você deve seguir tudo o que foi definido no planejamento, para não comprometer o resultado do tratamento.

Leia também: Materiais injetáveis para Harmonização Orofacial aqui.

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