Preenchimento Facial: como funciona esse procedimento?

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Após o boom do Ácido Hialurônico, o preenchimento facial se popularizou rapidamente entre os pacientes de Harmonização Orofacial (HOF). Afinal, é uma forma muito menos invasiva de mudar algum aspecto do rosto. Mas isso não significa que não possam surgir complicações durante e após o procedimento.

A falta de conhecimento das técnicas, e até de como funciona esse tratamento, pode causar muitos problemas para o profissional de HOF e para o paciente. Então, vamos começar relembrando o que são e para que servem os preenchimentos faciais.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

Preenchimento cutâneo é uma técnica para correção de sulcos, rugas e cicatrizes, através da injeção de substâncias sob a área da pele a ser tratada, elevando-a e, assim, diminuindo sua profundidade. Um dos principais objetivos dos preenchedores é repor o volume da face, melhorar seus contornos e formas.

Para que você sempre ofereça o melhor tratamento ao paciente, e cumpra com seu objetivo, deve entender muito bem sobre o procedimento. Assim, você conhecerá não só os benefícios, como também entenderá melhor dos riscos.

Então, leia o artigo que criamos para você saber tudo o que precisa sobre o preenchimento facial!

Popularização do Preenchimento facial

O envelhecimento é inevitável, mas ainda assim, muitas pessoas tentar retardar seus efeitos o máximo possível. E têm procurado fazer isso com procedimentos estéticos. Antigamente, todos recorriam às cirurgias plásticas, contudo, agora as pessoas têm procurado pelos procedimentos de Harmonização Orofacial. Isso porque conseguem proporcionar um resultado muito bom e de uma forma muito menos invasiva.

Inclusive, o preenchimento facial com ácido hialurônico pode ser revertido, ao contrário das cirurgias. Então, se o paciente mudar de ideia a respeito do tratamento, pode facilmente revertê-lo com a hialuronidase ou apenas esperar alguns meses para que o efeito acabe. Por esse, e tanto outros motivos, fizeram com que esse procedimento de HOF se popularizasse rapidamente.

Segundo uma pesquisa de 2019 da International Society Of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), no Brasil, o número de procedimentos estéticos chegou a 2.565.675 milhões. Enquanto que os procedimentos estéticos não-cirúrgicos chegaram a 1.072.002 milhões. Já no mundo todo, ocorreram 3.823.475 milhões de procedimentos com ácido hialurônico.

Esses números mostram que os brasileiros são grandes adeptos do procedimentos de Harmonização Facial.

Diferença entre Senilidade e Senescência

Como dissemos anteriormente, os pacientes de HOF procuram pelos procedimentos para amenizar os efeitos do envelhecimento. E ele pode ocorrer de duas formas, com ou sem o desenvolvimento de patologias.

A senescência é o envelhecimento que acontece quando o indivíduo não apresenta nenhuma doença durante o processo. Já na senilidade, o indivíduo apresenta comorbidades. Por isso, o profissional de Harmonização deve estudar muito bem esses dois conceitos, para que consiga identificar o melhor tratamento para o paciente. Afinal, cada caso exige cuidados diferentes.

Materiais injetáveis do preenchimento facial

Existem diversos materiais injetáveis para os procedimentos de HOF. É dever do profissional de Harmonização saber quais são, conhecer sua composição, suas características e sua finalidade. Assim, caso o material preenchedor cause alguma complicação, você estará mais preparado para resolver a situação. Aliás, terá menos chance de acontecer algum problema.

Enfim, há duas classificações para os materiais injetáveis: permanentes e não permanentes.

Os permanentes mais conhecidos são aqueles advindos de silicones, assim como os polêmicos polimetacrilatos (PMMA). De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o PMMA não deve ser mais utilizado nos procedimentos estéticos. Você pode ler mais sobre isso em uma notícia publicada em 2018 pela SBD aqui.

Em seguida, temos os não permanentes, que apresentam duas vertentes. A primeira se refere aos preenchedores de longa duração, como o ácido polilático, a hidroxiapatita de cálcio, a poliamida e o polivinil. A primeira se refere aos preenchedores de longa duração, como o ácido polilático, a hidroxiapatita de cálcio, a poliamida e o polivinil.

Para conhecer mais sobre os materiais injetáveis permanentes e não permanentes, leia o artigo que criamos aqui.

Como dissemos acima, é importante ter conhecimento sobre esse assunto. É bem provável que você atenda pacientes que já tenham realizado outros procedimentos, inclusive com outros tipos de preenchedores. Então, nesses casos, você saberá como proceder. O profissional de HOF precisa saber identificar o material utilizado e quais regiões foram tratadas, para não acabar causando uma intercorrência com o novo tratamento.

Efeitos Adversos do Preenchimento Facial

Durante e após um procedimento de Harmonização, podem surgir algumas reações adversas e intercorrências. Isso pode acontecer por causa de erros na aplicação do fármaco ou por variações anatômicas da face que foram ignoradas. Por isso, é importante que o profissional de HOF faça uma análise facial precisa de cada paciente.

Como todos sabem, a face é uma região altamente vascularizada, principalmente nas regiões mais comuns de preenchimentos faciais, como é o caso do nariz. Então, mesmo que o tratamento saia como o planejado, pode ocorrer extravasamento de sangue, causando hematomas e equimoses. Essas reações são precoces, segundo a revista Surgical And Cosmetic Dermatology. Também podem ser considerados os efeitos: edema, eritema e infecções.

O edema e o eritema aparecem após a aplicação causar uma injúria tecidual. O hematoma e a equimose ocorrem após o rompimento de um vaso durante a aplicação. Quanto à infecção, uma das possíveis causa é a utilização da técnica errada, entretanto, não é algo muito comum de acontecer.

Além disso, há efeitos tardios e incomuns que podem ocorrer no preenchimento facial. Geralmente, aparecem quando o profissional tem pouco conhecimento sobre os procedimentos de Harmonização Orofacial e comete erros mais “problemáticos”.

Por exemplo, a necrose aparece após a compressão e diminuição da vascularização da região. Também existem os granulomas, que aparecem entre 1 e 2 anos depois da aplicação, mas são raros de acontecer. Outra reação tardia é a cicatriz hipertrófica, que ocorre nos locais de entrada da agulha ou cânula para aplicação do medicamento.

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Cometer um erro e causar alguma complicação no preenchimento facial é mais fácil do que alguns imaginam. Mas para que você não passe por isso e consiga proporcionar o melhor tratamento para seu paciente, criamos um conteúdo bônus para você se tornar um profissional mais seguro:

Bônus: 5 dicas para evitar erros

1- Não parar de estudar

O profissional de HOF precisa ter conhecimento amplo, clínico e técnico, sobre os tipos de procedimentos, os fármacos existentes, as técnicas para cada região, a anatomia da face e do pescoço. Sabendo disso, os riscos de causar qualquer complicação diminuem drasticamente.

2- Orientar o paciente sobre atividade física

O estilo de vida interfere bastante na duração dos fármacos no organismo. O profissional de Harmonização deve orientar os pacientes que praticam atividades físicas para que suspendam os exercícios por alguns dias após o procedimento. Isso porque o produto pode acabar se deslocando no local de aplicação. Além disso, as atividades também podem reduzir o efeito do tratamento, porque o organismo trabalha mais rápido.

3- Acompanhar o pós-procedimento

O tratamento não acaba quando você termina a última aplicação. Você deve acompanhar o pós-procedimento para se certificar de que o paciente esteja se recuperando bem e que não haja nenhuma reação adversa que possa comprometer o tratamento ou a saúde do paciente. Então, caso haja algum problema, você conseguirá identificar e agir rapidamente.

4- Não tratar pacientes com a pele inflamada

O rosto é uma região muito vascularizada, por isso o profissional deve tomar bastante cuidado para não causar nenhuma infecção. Se o paciente estiver com algum processo inflamatório na face e for realizar qualquer procedimento, a agulha pode transferir a bactéria para o mesmo local da aplicação do produto. Isso pode colocar o procedimento e o paciente em risco.

5- Realizar uma anamnese detalhada

É bem provável que você se depare com pacientes que tenham alguma condição clínica, seja uma alergia à anestesia ou uma diabete, por exemplo. Por isso, é tão importante que você realize uma anamnese completa de cada paciente. Dessa forma, saberá quais medicamentos poderá utilizar, o que pode causar uma reação adversa ou comprometer o tratamento.

Leia também: Orientações pós-procedimento para tratamentos de harmonização

Se você seguir essas dicas, conseguirá ter mais mais segurança para realizar procedimentos de HOF. E como você viu ao longo desse artigo, também precisa conhecer muito bem sobre os tratamentos e tudo o que eles englobam.

Uma última dica que podemos oferecer é que você deve utilizar a tecnologia em seus tratamentos de Harmonização Orofacial. Você pode otimizar o agendamento de consultas e o envio de orientações, realizar anamneses mais detalhadas e análises faciais mais precisas. Além disso, pode manter sua segurança jurídica com o armazenamento em nuvem de todos os dados e documentos de cada procedimento.

E há uma forma muito prática de conseguir todos esses recursos em um só lugar: no aplicativo SHOF!

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